Dentro de mim existe um lugar onde vivo inteiramente só
e é lá que se renovam as nascentes que nunca secam.
P.Buch
e é lá que se renovam as nascentes que nunca secam.
P.Buch
7 de outubro de 2010
Serra da Mantiqueira
Para vocês que me visitam aqui, quero dizer que não vou postar nada por 10 dias porque estarei em um curso. Se vocês quiserem saber algo sobre isso, entre no video. Depois conto tudo o que vivenciei lá na serra da Mantiqueira.
3 de outubro de 2010
Equilíbrio
A semana foi mesmo muito interessante. Parte da placa mãe de meu lap top deu problema. Aprendi que placa mãe é a que conecta tudo e tudo é conectado nela. O computador do Edmilson também pifou. Depois foi meu pen-drive que parou e não consegui mais ouvir minhas músicas prediletas no carro enquanto ia ao trabalho. A TV parou por um período. E o gravador (aquele que usa fita cassete) que uso nas minhas aulas de inglês também quebrou. Ufa! Urgente, precisava solucionar pelo menos o problema da gravador. Fui até a loja e disse a atendente que eu queria um igual a esse. E mostrei a ela o tal gravador. Ela olhou, olhou e me perguntou: “O que é isso?” Provavelmente a jovem atendente não sabia que lá dentro se colocava uma fita que ia rodando, rodando e gravando ou emitindo sons. Procurei em todas as lojas de Campinas, Internet e nada. Ninguém comercializa esse “gadget”. Que fazer? Fui até uma loja especializada nos modernos aparelhos e expliquei o que eu queria e descobri um celular onde eu podia colocar lá dentro todos os meu 18 cds contendo as aulas de inglês. Simples, me disse um vendedor gaúcho, simpático, atencioso e eficiente numa loja terceirizada da Vivo. Como? Eu não precisaria mais usar nada? Só o celular? Ok, comprei o celular e passei o fim de semana transportando tudo para aquele minúsculo aparelhinho. Mas acabei gostando muito.
Estou contanto essa história que a princípio parece simples, mas foi um intenso trabalho interno. O Edmilson foi aparando todos os momentos mais desafiantes com seu conhecimento e com sua persistência em transpor o que ainda não domina. Eu tentava manter a calma para entender o que estava acontecendo. Algumas vezes foi difícil, pois tudo que eu precisava fazer esbarrava em um desses aparelhos que se recusaram a funcionar. Vários sentimentos afloraram e eu fiquei observando e usando muito as técnicas de respiração. Era um momento de me aquietar. Não, o mundo não estava contra mim. Era uma oportunidade a mais para olhar para dentro de mim e me centrar cada vez mais. Pensava sempre em umas posições do Yoga onde a gente tenta ficar em equilíbrio mesmo quando seu corpo está numa posição não convencional. E para equilibrar, temos que olhar para um foco, ativar o seu corpo e descansar na respiração. Sem isso, desequilibramos e caímos. Mas, mesmo ao desequilibrar e cair, a gente pode retomar, focar, respirar, ativar o corpo e tentar se equilibrar novamente.
Na minha aventura com os eletrônicos foi constante esse exercício, pois não era só lidar com os aparelhos quebrados, mas também ter que aprender essa outra linguagem, sair do velho e aceitar o novo, se adaptar sem resistência. Aceitar tudo o que vem e aceitar que o novo pode ser bom se nos abrirmos a ele.
Foi assim que tirei proveito dessa situação usando-a como uma metáfora.
| Lilly - Professora de Yoga |
Estou contanto essa história que a princípio parece simples, mas foi um intenso trabalho interno. O Edmilson foi aparando todos os momentos mais desafiantes com seu conhecimento e com sua persistência em transpor o que ainda não domina. Eu tentava manter a calma para entender o que estava acontecendo. Algumas vezes foi difícil, pois tudo que eu precisava fazer esbarrava em um desses aparelhos que se recusaram a funcionar. Vários sentimentos afloraram e eu fiquei observando e usando muito as técnicas de respiração. Era um momento de me aquietar. Não, o mundo não estava contra mim. Era uma oportunidade a mais para olhar para dentro de mim e me centrar cada vez mais. Pensava sempre em umas posições do Yoga onde a gente tenta ficar em equilíbrio mesmo quando seu corpo está numa posição não convencional. E para equilibrar, temos que olhar para um foco, ativar o seu corpo e descansar na respiração. Sem isso, desequilibramos e caímos. Mas, mesmo ao desequilibrar e cair, a gente pode retomar, focar, respirar, ativar o corpo e tentar se equilibrar novamente.
Na minha aventura com os eletrônicos foi constante esse exercício, pois não era só lidar com os aparelhos quebrados, mas também ter que aprender essa outra linguagem, sair do velho e aceitar o novo, se adaptar sem resistência. Aceitar tudo o que vem e aceitar que o novo pode ser bom se nos abrirmos a ele.
Foi assim que tirei proveito dessa situação usando-a como uma metáfora.
Quem olha para fora, sonha.
Quem olha para dentro, acorda.
Jung
23 de setembro de 2010
Nazaré - Entrevista - Sonia Café
Aqui uma entevista com Sonia café - autora do livro "Meditando com os Anjos" e que também morou em Nazaré, a mesma comunidade onde morei por 3 lindos anos. Além da suave mensagem, dá pra ver imagens do lugar onde tive uma das mais belas experiências.
21 de setembro de 2010
Quem lidera, inspira.
Coloco aqui um video que gostei muito, onde o orador Simon Sinek fala sobre "Como grandes líderes inspiram a ação". Ele dá dicas de como se tornar um líder efetivo e inspirador a mudanças. Argumenta com maestria de como as pessoas compram não o que você produz, mas o que você acredita. "Quem lidera, inspira".
O vídeo tem 18 minutos e você pode escolher legenda em português.
http://www.ted.com/talks/lang/por_br/simon_sinek_how_great_leaders_inspire_action.html
O vídeo tem 18 minutos e você pode escolher legenda em português.
http://www.ted.com/talks/lang/por_br/simon_sinek_how_great_leaders_inspire_action.html
18 de setembro de 2010
Sábado - Yoga
Neste sábado participei do evento no Sesc chamado "Yoga é Luz" e gostei muito. Foram 7 horas de palestras e práticas onde me senti muito preenchida. Cada vez mais o yoga faz parte de minha vida. Não só as posturas, mas também os preceitos éticos que o fundamentam. Com tantas atribulações no dia a dia não consigo mais achar que a vida é aquele contínuo acordar de manhã como se fosse automático, tomar banhar e sair, trabalhar, voltar, jantar, dormir e acordar novamente.
Uma das organizadoras do evento deu uma palestra falando um pouco sobre isso. Falou da importância da disciplina que devemos ter na vida e salienta que disciplina é quando você entende que está a serviço. A serviço de algo maior. E que se a gente entra nesse movimento, a gente melhora e melhora o outro também.
Por não sermos separados de nada, tudo que nos acontece faz parte de nossa história e não somos vítimas de nada. Nascemos no lugar certo, na família certa. Sair do papel de vítima o mais cedo possível e assumir responsabilidade por sua vida aceleram o processo de crescimento. Nesse sentido agradecemos a tudo. Tudo mesmo, até as aversões que são justamente as que nos fazem crescer.
A prática da meditação não é simplesmente sentar numa postura bonita todos os dias, mas é uma prática que começa no momento que eu acordo. Já que eu me coloco a serviço de algo maior, como é que testemunho tudo que me vai acontecendo durante o dia? Como eu me levanto, como eu tomo o meu banho, como eu me alimento, o que eu como, como é que eu preparo meu alimento, como é que eu fecho a porta do meu carro, o que eu penso, como eu levo o lixo pra lixeira, como eu cuido do outro, o que eu falo, como eu me relaciono com meu amigo e com aquele que tenho aversão? Esse estar presente em todas as situações é a verdadeira meditação. Passamos dias e dias muitas vezes sem perceber como atuamos e não sabemos então por que levantamos da cama de manhã e por que estamos nesse mundo. Se eu amanheço meditando, à noite a meditação me reconhece e é só aí que a meditação acontece, se tiver que acontecer.
O salto quântico é quando a gente percebe que mesmo que as coisas não estão “bem”, não estão do jeito que eu gostaria que estivessem e mesmo assim, eu estou bem, porque estou além da minha mente, estou a serviço de algo maior. Se tenho essa consciência da grandeza dentro de mim, consigo ouvir o silêncio e percebo que o mundo é um objeto que é capaz de me mudar. Então tudo que tenho é para mim. Tudo é também para me servir.
Uma das organizadoras do evento deu uma palestra falando um pouco sobre isso. Falou da importância da disciplina que devemos ter na vida e salienta que disciplina é quando você entende que está a serviço. A serviço de algo maior. E que se a gente entra nesse movimento, a gente melhora e melhora o outro também.
Por não sermos separados de nada, tudo que nos acontece faz parte de nossa história e não somos vítimas de nada. Nascemos no lugar certo, na família certa. Sair do papel de vítima o mais cedo possível e assumir responsabilidade por sua vida aceleram o processo de crescimento. Nesse sentido agradecemos a tudo. Tudo mesmo, até as aversões que são justamente as que nos fazem crescer.
A prática da meditação não é simplesmente sentar numa postura bonita todos os dias, mas é uma prática que começa no momento que eu acordo. Já que eu me coloco a serviço de algo maior, como é que testemunho tudo que me vai acontecendo durante o dia? Como eu me levanto, como eu tomo o meu banho, como eu me alimento, o que eu como, como é que eu preparo meu alimento, como é que eu fecho a porta do meu carro, o que eu penso, como eu levo o lixo pra lixeira, como eu cuido do outro, o que eu falo, como eu me relaciono com meu amigo e com aquele que tenho aversão? Esse estar presente em todas as situações é a verdadeira meditação. Passamos dias e dias muitas vezes sem perceber como atuamos e não sabemos então por que levantamos da cama de manhã e por que estamos nesse mundo. Se eu amanheço meditando, à noite a meditação me reconhece e é só aí que a meditação acontece, se tiver que acontecer.
O salto quântico é quando a gente percebe que mesmo que as coisas não estão “bem”, não estão do jeito que eu gostaria que estivessem e mesmo assim, eu estou bem, porque estou além da minha mente, estou a serviço de algo maior. Se tenho essa consciência da grandeza dentro de mim, consigo ouvir o silêncio e percebo que o mundo é um objeto que é capaz de me mudar. Então tudo que tenho é para mim. Tudo é também para me servir.
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13 de setembro de 2010
Silêncio
Existe um lugar dentro de nós onde habita o silêncio. É lá que nos equilibramos física, emocional e espiritualmente. E aí temos controle sobre a direção que queremos dar à nossa vida. É só aí que temos verdadeiramente escolhas e entendemos que nada está fora do nosso alcance. Ao atuar a partir dessa referência interior, não somos mais atingidos pelos fatores externos.
Mas, poderíamos perguntar: onde é que fica esse silêncio? Como faço para ir até ele? A melhor resposta a gente vai ter quando começar a sentir isso. E para isso é necessário prática. Como tudo na vida, nada acontece sem que nos coloquemos com entusiasmo a praticar no sentido de desconstruir padrões mentais que adquirimos de nossos pais, família e país, ou que construímos a partir de nossos medos, hábitos e preguiças sem questionarmos. Nesse caso a prática é nos observar, entendermos como funcionamos física e psiquicamente.
Muitas pessoas vivem uma vida inteira sem saber quais são suas reações a determinados eventos, sem ter a mínima idéia do que sentem sobre esses eventos, de onde vêm estes sentimentos e nem mesmo sabem por que e para que estamos aqui. Aí fica complicado entender o que queremos. E quando não sabemos o que queremos, a televisão, a moda, os outros dizem e vamos vivendo uma vida superficial, sem satisfações.
Gosto muito desses dois exemplos que li num livro que mostra uma situação onde você, por exemplo, está insatisfeito com seu emprego e quer um novo. Você envia currículos para as agências, fala com os amigos, procura no jornal e nada acontece. Então você conclui que "não existem oportunidades para mim".
Agora imagine um caçador com dificuldade de encontrar sua caça na floresta. Se esse caçador procurar ajuda com um xamã, eles juntos examinarão o interior do caçador para encontrar a solução de seu problema, Jamais teriam o pensamentos do tipo "não existe caça na floresta”, porque eles sabem que existe. O fato é que algo dentro do caçador está impedindo que ele a encontre ou até mesmo algo esteja afugentando a caça. Neste caso, o xamã pediria ao caçador participar de um ritual a fim de mudar o que existe em seu coração e a se perguntar: “Se não há nada lá fora, será que existe algo aqui dentro?
Tenho falado bastante no blog que a prática da meditação diária é uma das ferramentas eficientes para entrarmos em contato com nós mesmos, para termos um diálogo interno. Esse é um dos caminhos que podemos chegar a esse silêncio, onde tudo se renova. E renovando seu interior, fatalmente as respostas do mundo exterior serão outras.
Mas, poderíamos perguntar: onde é que fica esse silêncio? Como faço para ir até ele? A melhor resposta a gente vai ter quando começar a sentir isso. E para isso é necessário prática. Como tudo na vida, nada acontece sem que nos coloquemos com entusiasmo a praticar no sentido de desconstruir padrões mentais que adquirimos de nossos pais, família e país, ou que construímos a partir de nossos medos, hábitos e preguiças sem questionarmos. Nesse caso a prática é nos observar, entendermos como funcionamos física e psiquicamente.
Muitas pessoas vivem uma vida inteira sem saber quais são suas reações a determinados eventos, sem ter a mínima idéia do que sentem sobre esses eventos, de onde vêm estes sentimentos e nem mesmo sabem por que e para que estamos aqui. Aí fica complicado entender o que queremos. E quando não sabemos o que queremos, a televisão, a moda, os outros dizem e vamos vivendo uma vida superficial, sem satisfações.
Gosto muito desses dois exemplos que li num livro que mostra uma situação onde você, por exemplo, está insatisfeito com seu emprego e quer um novo. Você envia currículos para as agências, fala com os amigos, procura no jornal e nada acontece. Então você conclui que "não existem oportunidades para mim".
Agora imagine um caçador com dificuldade de encontrar sua caça na floresta. Se esse caçador procurar ajuda com um xamã, eles juntos examinarão o interior do caçador para encontrar a solução de seu problema, Jamais teriam o pensamentos do tipo "não existe caça na floresta”, porque eles sabem que existe. O fato é que algo dentro do caçador está impedindo que ele a encontre ou até mesmo algo esteja afugentando a caça. Neste caso, o xamã pediria ao caçador participar de um ritual a fim de mudar o que existe em seu coração e a se perguntar: “Se não há nada lá fora, será que existe algo aqui dentro?
Tenho falado bastante no blog que a prática da meditação diária é uma das ferramentas eficientes para entrarmos em contato com nós mesmos, para termos um diálogo interno. Esse é um dos caminhos que podemos chegar a esse silêncio, onde tudo se renova. E renovando seu interior, fatalmente as respostas do mundo exterior serão outras.
"Eu não sou eu,
eu sou alguém que caminha a meu lado
Que permanece em silêncio quando estou falando
Que perdoa e esquece quando estou irritado
Que segue sereno quando estou sofrendo
E que estará de pé quando eu estiver morrendo
Eu não sou eu, eu sou alguém que caminha a meu lado
E é por este alguém que devemos conspirar ..."
11 de setembro de 2010
O Terracinho
O Edmilson, meu companheiro de jornada, me surpreendeu esses dias dizendo que eu nunca tinha falado dele no blog. Fiquei pensando sobre o que escrever já que não tenho tanta facilidade como ele de misturar palavras e sentimentos numa boa gramática. Muita coisa linda aconteceu nestes quase 15 anos juntos que nos fizeram crescer, rir, e até nos estranhar de vez em quando. Quando ele trabalhava no jornal, ele escrevia uma crônica toda semana. E uma das que mais gostei foi “Terracinho”, que dá o tom de nosso relacionamento. Então resolvi colocar aqui.
Terracinho
Quando Zezé e eu entramos no apartamento, há cerca de 11 anos, cada um tomou um rumo: ela olhou a sala, quis ver o quarto, reparou na pintura, sei lá. Eu sei que fui direto para o terraço. Ali, uma vista na qual eu nunca tinha botado os olhos se apresentava com toda luz de uma tarde de céu limpo de dezembro. Do décimo segundo andar de um prédio localizado numa região alta, dava para ver longe. Zezé chegou logo depois e também ficou encantada. Na verdade, era um terracinho, menos de metro e meio de largura e uns três de comprimento. Mas foi ele, praticamente, que nos fez fazer a loucura de comprar, em 1997, um apartamento que tinha um preço que não estava nos nossos planos...
Mudamos para lá em janeiro e o terracinho passou a ser o ponto do Verão, mais precisamente para as noites de Verão. Duas cadeiras e uma mesinha eram suficientes para transformar o espaço numa espécie de praia noturna com serviço de bordo. Um vinho rosé gelado, um queijinho camembert deixavam a noite deslizar até a entrada da madrugada entre papos e silêncios...
Ali planejamos várias viagens (muito mais do que as realmente realizadas), sonhamos o que fazer com o dinheiro da Mega-Sena que não ganhamos, contamos lembranças de infância, de juventude e algumas estrelas devidamente observadas quando o céu se arreganhava naquele escuro infinito.
Dia desses, chegando a pé em casa, Zezé e eu passamos sob a mangueira que alguém plantou e conservou numa rua pertinho do prédio. Olhei para seus galhos e lá estavam algumas pequenas pencas de mangas. Ôba!, disse eu. Zezé, que sabe que não sou muito chegado a mangas, estranhou. Expliquei: é que quando a mangueira começa a dar frutos, é início de Verão e estão chegando as noites pra gente ficar no terracinho jogando conversa fora. Mangas para mim são só o anúncio do prazer. Zezé, disse: Ah, bom.
Terracinho
Quando Zezé e eu entramos no apartamento, há cerca de 11 anos, cada um tomou um rumo: ela olhou a sala, quis ver o quarto, reparou na pintura, sei lá. Eu sei que fui direto para o terraço. Ali, uma vista na qual eu nunca tinha botado os olhos se apresentava com toda luz de uma tarde de céu limpo de dezembro. Do décimo segundo andar de um prédio localizado numa região alta, dava para ver longe. Zezé chegou logo depois e também ficou encantada. Na verdade, era um terracinho, menos de metro e meio de largura e uns três de comprimento. Mas foi ele, praticamente, que nos fez fazer a loucura de comprar, em 1997, um apartamento que tinha um preço que não estava nos nossos planos...
Mudamos para lá em janeiro e o terracinho passou a ser o ponto do Verão, mais precisamente para as noites de Verão. Duas cadeiras e uma mesinha eram suficientes para transformar o espaço numa espécie de praia noturna com serviço de bordo. Um vinho rosé gelado, um queijinho camembert deixavam a noite deslizar até a entrada da madrugada entre papos e silêncios...
Ali planejamos várias viagens (muito mais do que as realmente realizadas), sonhamos o que fazer com o dinheiro da Mega-Sena que não ganhamos, contamos lembranças de infância, de juventude e algumas estrelas devidamente observadas quando o céu se arreganhava naquele escuro infinito.
Dia desses, chegando a pé em casa, Zezé e eu passamos sob a mangueira que alguém plantou e conservou numa rua pertinho do prédio. Olhei para seus galhos e lá estavam algumas pequenas pencas de mangas. Ôba!, disse eu. Zezé, que sabe que não sou muito chegado a mangas, estranhou. Expliquei: é que quando a mangueira começa a dar frutos, é início de Verão e estão chegando as noites pra gente ficar no terracinho jogando conversa fora. Mangas para mim são só o anúncio do prazer. Zezé, disse: Ah, bom.
| Ed no terracinho olhando as estrelas no céu |
8 de setembro de 2010
Alecrim
Recebi por e-mail uma mensagem que fala do Alecrim. E descobri que o chá que gosto tanto equilibra a temperatura do nosso corpo, fortalece o centro vital e age em todo organismo recuperando a alegria. Talvez por isso que gosto tanto de tomá-lo, o que faço sempre no terraço de meu apartamento onde posso entrar em contato com uma paisagem aberta, cheia de céu e de ar.
Neste e-mail tem uma lenda sobre o Alecrim que descrevo a seguir:
"Quando Maria fugiu para o Egito, levando no colo o menino Jesus, as flores do caminho iam se abrindo à medida que a sagrada família passava por elas.
O lilás ergueu seus galhos orgulhosos e emplumados.
O lírio abriu seu cálice.
O alecrim, sem pétalas nem beleza, entristeceu lamentando não poder agradar o menino.
Cansada, Maria parou à beira do Rio e, enquanto a criança dormia, lavou suas roupinhas. Em seguida, olhou a seu redor, procurando um lugar para estendê-las.
O lírio quebrará sob o peso, e o lilás é alto demais.
Colocou-as então sobre o alecrim e ele suspirou de alegria, agradeceu de coração a nova oportunidade e as sustentou ao Sol durante toda a manhã.
"Obrigada, gentil alecrim!" - disse Maria. "Daqui por diante ostentarás flores azuis para recordarem o manto azul que estou usando. E não apenas flores te dou em agradecimento, mas todos os galhos que sustentaram as roupas do pequeno Jesus, serão aromáticos. Eu abençôo folha, caule e flor, que a partir deste instante terão aroma de santidade e emanarão alegria.
Ouça a música de quando éramos crianças....
Neste e-mail tem uma lenda sobre o Alecrim que descrevo a seguir:
"Quando Maria fugiu para o Egito, levando no colo o menino Jesus, as flores do caminho iam se abrindo à medida que a sagrada família passava por elas.
O lilás ergueu seus galhos orgulhosos e emplumados.
O lírio abriu seu cálice.
O alecrim, sem pétalas nem beleza, entristeceu lamentando não poder agradar o menino.
Cansada, Maria parou à beira do Rio e, enquanto a criança dormia, lavou suas roupinhas. Em seguida, olhou a seu redor, procurando um lugar para estendê-las.
O lírio quebrará sob o peso, e o lilás é alto demais.
Colocou-as então sobre o alecrim e ele suspirou de alegria, agradeceu de coração a nova oportunidade e as sustentou ao Sol durante toda a manhã.
"Obrigada, gentil alecrim!" - disse Maria. "Daqui por diante ostentarás flores azuis para recordarem o manto azul que estou usando. E não apenas flores te dou em agradecimento, mas todos os galhos que sustentaram as roupas do pequeno Jesus, serão aromáticos. Eu abençôo folha, caule e flor, que a partir deste instante terão aroma de santidade e emanarão alegria.
Ouça a música de quando éramos crianças....
6 de setembro de 2010
Um novo olhar
No blog “Nós pela Terra”, que está na minha lista de blogs aqui no lado direito, minha amiga Mirella conta de seu primeiro dia no Shumacher College – um lugar especial onde eu estive uma vez quando morei em Londres.
"A escola é cercada por floresta e flores coloridas. Fica afastada do centro da cidade. Uma hora de caminhada pela trilha beirando o rio e, se preferir, pode-se pegar uma das 6 bicicletas que está à disposição".
A Mirella descreve que há 2 alojamentos para os estudantes do mestrado, embora a maioria do pessoal esteja no mesmo andar que ela. “Tem um pé de maçã carregado em frente ao alojamento. Delícia!"
Os banheiros e chuveiros são comunitários, mas bem arrumadinhos. Como todo inglês, tem até banheira! "A comida é sensacional! Nem peixe é permitido! Tudo é orgânico e cuidadosamente preparado. Fazemos revezamento entre as atividades incluindo cozinhar. Tudo é muito caprichado e além de frutas do pomar, podemos comer pão, bolos, cookies, geleias, chás a qualquer hora. Isso tudo feito aqui, 100% natural.
A composteira pra onde vai todo o lixo orgânico é bem grande e muito bem cuidada. O outro lixo é devidamente separado e 100% reciclado.
Há lavanderia, biblioteca, sala de aula, de meditação e yoga, espaço de música com 3 violões e um piano onde fazemos o encontro matinal para reflexão, sala de computador, de TV, de impressão e até de pintura!"
Ela conheceu um dos fundadores do Schumacher College, Satish Kumar, um indiano que decidiu ser monge aos 9 anos e, depois, inspirado por Gandhi, faz uma caminhada pela paz indo às quatro maiores capitais de países possuidores de armamento nuclear (Moscou, Paris, Londres e Washington) sem dinheiro algum e mantendo uma alimentação vegetariana. Ele insiste que a reverência para a natureza deveria estar no coração de cada debate político e social.
Separei um trecho do texto em que Mirella descreve o que aprendeu nesse primeiro encontro com ele. O texto completo pode ser lido no blog dela e inclusive há fotos do local.
... Entre tantos dizeres, Satish explica que o movimento ecológico deve ser baseado fundamentalmente em 3 pilares (ou em 3 S’ s): Soil (solo) representando a reverência ao mundo natural; Soul (alma) simbolizando o cuidado conosco mesmo através da saúde, felicidade e força; e Society (sociedade) contrapondo a atual situação em que 1/6 da população mundial passa fome enquanto 55% dos alimentos produzidos são desperdiçados. Aliás, segundo ele, o primeiro passo para solucionar os problemas do mundo é olhar para o nosso prato de comida. Além do cuidado com a nossa alimentação, devemos intensificar o tempo dado ao sono, a caminhada – a partir da qual tocamos nossos pés na Terra e nos conectamos com a natureza -, e aos pensamentos e sentimentos relacionados ao amor, compaixão e generosidade.
Ele também defende a ideia de que devemos plantar ao menos 5 árvores: uma frutífera para prover alimento, uma medicinal para prover a cura, uma que produza madeira para alimentar o fogo, outra que produza madeira para construir uma casa, e uma que produza flores contribuindo com a beleza e magnificência da vida.
…. Satish conclui sua fala dizendo que
“we are human beings, not human doing”.
"A escola é cercada por floresta e flores coloridas. Fica afastada do centro da cidade. Uma hora de caminhada pela trilha beirando o rio e, se preferir, pode-se pegar uma das 6 bicicletas que está à disposição".
A Mirella descreve que há 2 alojamentos para os estudantes do mestrado, embora a maioria do pessoal esteja no mesmo andar que ela. “Tem um pé de maçã carregado em frente ao alojamento. Delícia!"
Os banheiros e chuveiros são comunitários, mas bem arrumadinhos. Como todo inglês, tem até banheira! "A comida é sensacional! Nem peixe é permitido! Tudo é orgânico e cuidadosamente preparado. Fazemos revezamento entre as atividades incluindo cozinhar. Tudo é muito caprichado e além de frutas do pomar, podemos comer pão, bolos, cookies, geleias, chás a qualquer hora. Isso tudo feito aqui, 100% natural.
A composteira pra onde vai todo o lixo orgânico é bem grande e muito bem cuidada. O outro lixo é devidamente separado e 100% reciclado.
Há lavanderia, biblioteca, sala de aula, de meditação e yoga, espaço de música com 3 violões e um piano onde fazemos o encontro matinal para reflexão, sala de computador, de TV, de impressão e até de pintura!"
Ela conheceu um dos fundadores do Schumacher College, Satish Kumar, um indiano que decidiu ser monge aos 9 anos e, depois, inspirado por Gandhi, faz uma caminhada pela paz indo às quatro maiores capitais de países possuidores de armamento nuclear (Moscou, Paris, Londres e Washington) sem dinheiro algum e mantendo uma alimentação vegetariana. Ele insiste que a reverência para a natureza deveria estar no coração de cada debate político e social.
Separei um trecho do texto em que Mirella descreve o que aprendeu nesse primeiro encontro com ele. O texto completo pode ser lido no blog dela e inclusive há fotos do local.
... Entre tantos dizeres, Satish explica que o movimento ecológico deve ser baseado fundamentalmente em 3 pilares (ou em 3 S’ s): Soil (solo) representando a reverência ao mundo natural; Soul (alma) simbolizando o cuidado conosco mesmo através da saúde, felicidade e força; e Society (sociedade) contrapondo a atual situação em que 1/6 da população mundial passa fome enquanto 55% dos alimentos produzidos são desperdiçados. Aliás, segundo ele, o primeiro passo para solucionar os problemas do mundo é olhar para o nosso prato de comida. Além do cuidado com a nossa alimentação, devemos intensificar o tempo dado ao sono, a caminhada – a partir da qual tocamos nossos pés na Terra e nos conectamos com a natureza -, e aos pensamentos e sentimentos relacionados ao amor, compaixão e generosidade.
Ele também defende a ideia de que devemos plantar ao menos 5 árvores: uma frutífera para prover alimento, uma medicinal para prover a cura, uma que produza madeira para alimentar o fogo, outra que produza madeira para construir uma casa, e uma que produza flores contribuindo com a beleza e magnificência da vida.
…. Satish conclui sua fala dizendo que
“we are human beings, not human doing”.
3 de setembro de 2010
Nossos Relacionamentos
Esta semana várias pessoas me falaram sobre relacionamentos em geral. E fiquei pensando como é importante compreender como funcionam os relacionamentos. É comum começarmos a procurar ajuda para tentar entender como funcionamos dentro de um relacionamento. Muitas pessoas encaram os relacionamentos como se fossem aquelas histórias que vemos nas novelas, onde se imperam a intriga, os jogos. Mas isso é muito pobre. Relacionamento é muito mais que isso.Cito novamente o Deepak Chopra que diz que somos todos uma única entidade com diferentes pontos de vista. Então, nosso olhar deve envolver tudo e todos no mundo, e portanto devemos compreender que quando você vê o outro, na verdade está vendo outra versão de si mesmo. Somos espelhos para os outros e precisamos aprender a nos ver no reflexo das outras pessoas.
Dessa maneira, alimentar os relacionamentos é a atividade mais importante na vida, pois quando olho ao meu redor, tudo que vejo é a expressão de mim mesmo. Reconhecer essa conexão acelera o nosso próprio crescimento. Visto dessa forma, o relacionamento, todo relacionamento – pais, filhos, amigos, colegas de trabalho, parceiros românticos - é uma ferramenta para a evolução espiritual.
Tanto aqueles que amamos ou aqueles a que temos aversão são espelhos de nós mesmos. Sentimos-nos atraídos por pessoas que possuem as mesmas características que temos, porém mais acentuadas. E ainda desejamos a companhia delas porque, subconscientemente, sentimos que por meio desse contato possamos também expressar essas características.
Pelo mesmo motivo sentimos repulsa pelas pessoas que refletem características que negamos possuir. Passamos tanto tempo negando possuir esse lado escuro que acabamos projetando essas qualidades sombrias em outras pessoas em nossa vida.
Encontrar uma pessoa de quem não gostamos é uma oportunidade para vivenciar a coexistência dos opostos e descobrir uma faceta de nós mesmos.
Quando estamos dispostos a aceitar tanto o nosso lado claro quanto o sombrio, podemos começar a curar a nós mesmos e os nossos relacionamentos.
Breve história sufista contata no livro de Chopra
Certo homem entrou em um vilarejo e procurou o mestre que era o ancião sábio do local. O visitante disse: “Estou resolvendo se devo ou não me mudar para cá. Tenho curiosidade de saber como é a vizinhança. Como são as pessoas que moram aqui?”
O mestre então perguntou ao homem: “Decreva-me o tipo de pessoas que moravam no lugar de onde você vem.” O visitante disse: “Oh! Eram assaltantes, trapaceiros, mentirosos.” O velho mestre então declarou: “Imagine só. As pessoas que moram aqui são exatamente iguais a essas.”
O Visitante deixou o lugar e nunca mais voltou. Meia hora depois, outro homem chegou à aldeia. Ele procurou o mestre e disse: “Estou pensando em me mudar para cá. O senhor pode me dizer como são as pessoas desse lugar?” Uma vez mais o mestre pediu: “Diga-me que tipo de pessoas moravam no seu lugar de origem.” O visitante respondeu: “Oh!, eram extremamente bondosos, delicadas, compassivas e amorosas. Vou sentir saudades delas.” O mestre então declarou: “”As pessoas daqui são exatamente assim.”
O mestre então perguntou ao homem: “Decreva-me o tipo de pessoas que moravam no lugar de onde você vem.” O visitante disse: “Oh! Eram assaltantes, trapaceiros, mentirosos.” O velho mestre então declarou: “Imagine só. As pessoas que moram aqui são exatamente iguais a essas.”
O Visitante deixou o lugar e nunca mais voltou. Meia hora depois, outro homem chegou à aldeia. Ele procurou o mestre e disse: “Estou pensando em me mudar para cá. O senhor pode me dizer como são as pessoas desse lugar?” Uma vez mais o mestre pediu: “Diga-me que tipo de pessoas moravam no seu lugar de origem.” O visitante respondeu: “Oh!, eram extremamente bondosos, delicadas, compassivas e amorosas. Vou sentir saudades delas.” O mestre então declarou: “”As pessoas daqui são exatamente assim.”
28 de agosto de 2010
22 de agosto de 2010
Maravilhosa Coincidência do Universo
Sempre me surpreendo ao ver as coincidências em nossa vida cotidiana. Sabe, aquelas coincidências de você pensar em alguém e ela te telefonar, ou encontrar alguém ou algo que você justamente precisa para desenvolver um projeto, por em prática alguma idéia?
O Deepak Chopra diz que nada, absolutamente nada, existiria não fosse um extraordinário conjunto de coincidências e que essas coincidências são os milagres que acontecem em nossas vidas diariamente e a gente muitas vezes nem percebe, e continua explicando:
“ No momento em que o Big Bang deu origem ao universo, o número de partículas criadas foi ligeiramente maior do que o de antipartículas. As partículas e as antipartículas então colidiram e aniquilaram umas às outras, inundando o universo de fótons. Devido ao desequilíbrio inicial, restaram algumas partículas depois da aniquilação, que criaram o que conhecemos como mundo material. Você, eu e o resto do universo, inclusive as estrelas e as galáxias, são um material que sobrou do momento da criação. O número total de partículas restantes foi de 10 elevado a 80 (o número 1 seguido de 80 zeros). Se o número de partículas tivesse sido ligeiramente maior, as forças gravitacionais teriam obrigado o jovem universo a sucumbir sobre si mesmo, formando um enorme buraco negro, o que significaria que você, eu, as estrelas e as galáxias simplesmente não existiriam. Se o número de matérias-partículas tivesse sido levemente menor, o universo teria se expandido tão rápido que não teria havido tempo para as galáxias se formarem como o fizeram.
Os primeiros átomos foram de hidrogênios. Se a poderosa força que sustenta o núcleo de um átomo tivesse sido uma fração percentual menor, o deutério, um estágio pelo qual o hidrogênio passa antes de se tornar Helio, não teria ocorrido e o universo teria continuado a ser hidrogênio puro. Se por outro lado, as forças nucleares fossem uma fração mais forte, todo o hidrogênio teria se queimado rapidamente, não deixando nenhum combustível para as estrelas. Desse modo, assim como as formas gravitacionais precisavam ter exatamente a força que tinham, as forças eletromagnéticas que mantinham os elétrons no lugar também precisavam ser exatamente como eram – nem uma fração a mais ou a menos -, para que as estrelas se transformassem em supernovas e os elementos pesados se desenvolvessem.
O desenvolvimento do carbono e do oxigênio, essenciais para a criação dos organismos biológicos, exigiu que muitas coincidências tivessem lugar e continuassem a ocorrer a partir do momento do Big Bang.
O fato de você e eu, bem como o universo com as suas estrelas, galáxias e planetas existirmos é um evento altamente improvável! Uma completa coincidência. Um milagre que recua aos primórdios do tempo.
Se você pudesse ter contemplado o universo em qualquer ponto particular daquele período, não teria visto o padrão inteiro que estava se desenvolvendo. Enquanto as estrelas estavam se formando, você não poderia ter imaginado os planetas e muito menos as girafas, as aranhas, os pássaros e os serem humanos. Quando o esperma se encontrou com o óvulo para criar o ser humano que você é, ninguém poderia ter imaginado a narrativa extraordinária da sua vida, as fantásticas reviravolta do seu passado, as pessoas que conheceria, as crianças as quais daria à luz, o amor que criaria, a impressão que deixaria sobre a terra. E no entanto, aqui está você, a prova viva dos milagres do dia-a-dia. O fato de não podermos observar os milagres da maneira como nos maravilhamos diante de truques mágicos, ou seja, com uma gratificação instantânea, não significa que eles não estejam ocorrendo. Muitos milagres levam tempo para serem revelados e apreciados.”
É um milagre mesmo que ao nascermos já temos um quarto para nós preparado por uma família específica, médicos que nós ajudam a vir para este planeta todo preparado para que tenhamos todas as experiências necessárias para evoluir. Estar aqui, vivendo o que estamos vivendo, isso sim é um milagre.
O Deepak Chopra diz que nada, absolutamente nada, existiria não fosse um extraordinário conjunto de coincidências e que essas coincidências são os milagres que acontecem em nossas vidas diariamente e a gente muitas vezes nem percebe, e continua explicando:
“ No momento em que o Big Bang deu origem ao universo, o número de partículas criadas foi ligeiramente maior do que o de antipartículas. As partículas e as antipartículas então colidiram e aniquilaram umas às outras, inundando o universo de fótons. Devido ao desequilíbrio inicial, restaram algumas partículas depois da aniquilação, que criaram o que conhecemos como mundo material. Você, eu e o resto do universo, inclusive as estrelas e as galáxias, são um material que sobrou do momento da criação. O número total de partículas restantes foi de 10 elevado a 80 (o número 1 seguido de 80 zeros). Se o número de partículas tivesse sido ligeiramente maior, as forças gravitacionais teriam obrigado o jovem universo a sucumbir sobre si mesmo, formando um enorme buraco negro, o que significaria que você, eu, as estrelas e as galáxias simplesmente não existiriam. Se o número de matérias-partículas tivesse sido levemente menor, o universo teria se expandido tão rápido que não teria havido tempo para as galáxias se formarem como o fizeram.
Os primeiros átomos foram de hidrogênios. Se a poderosa força que sustenta o núcleo de um átomo tivesse sido uma fração percentual menor, o deutério, um estágio pelo qual o hidrogênio passa antes de se tornar Helio, não teria ocorrido e o universo teria continuado a ser hidrogênio puro. Se por outro lado, as forças nucleares fossem uma fração mais forte, todo o hidrogênio teria se queimado rapidamente, não deixando nenhum combustível para as estrelas. Desse modo, assim como as formas gravitacionais precisavam ter exatamente a força que tinham, as forças eletromagnéticas que mantinham os elétrons no lugar também precisavam ser exatamente como eram – nem uma fração a mais ou a menos -, para que as estrelas se transformassem em supernovas e os elementos pesados se desenvolvessem.
O desenvolvimento do carbono e do oxigênio, essenciais para a criação dos organismos biológicos, exigiu que muitas coincidências tivessem lugar e continuassem a ocorrer a partir do momento do Big Bang.
O fato de você e eu, bem como o universo com as suas estrelas, galáxias e planetas existirmos é um evento altamente improvável! Uma completa coincidência. Um milagre que recua aos primórdios do tempo.
Se você pudesse ter contemplado o universo em qualquer ponto particular daquele período, não teria visto o padrão inteiro que estava se desenvolvendo. Enquanto as estrelas estavam se formando, você não poderia ter imaginado os planetas e muito menos as girafas, as aranhas, os pássaros e os serem humanos. Quando o esperma se encontrou com o óvulo para criar o ser humano que você é, ninguém poderia ter imaginado a narrativa extraordinária da sua vida, as fantásticas reviravolta do seu passado, as pessoas que conheceria, as crianças as quais daria à luz, o amor que criaria, a impressão que deixaria sobre a terra. E no entanto, aqui está você, a prova viva dos milagres do dia-a-dia. O fato de não podermos observar os milagres da maneira como nos maravilhamos diante de truques mágicos, ou seja, com uma gratificação instantânea, não significa que eles não estejam ocorrendo. Muitos milagres levam tempo para serem revelados e apreciados.”
É um milagre mesmo que ao nascermos já temos um quarto para nós preparado por uma família específica, médicos que nós ajudam a vir para este planeta todo preparado para que tenhamos todas as experiências necessárias para evoluir. Estar aqui, vivendo o que estamos vivendo, isso sim é um milagre.
15 de agosto de 2010
Meditação
Quando a mente não está neste estado, contribui para que as doenças apareçam. Pensamentos e sentimentos negativos contribuem para o surgimento de moléstias e atrapalham o restabelecimento de um doente, debilitando o sistema imunológico, ocasionando infecções, alergias e artrite. Ressentimento e angústia podem originar distúrbios cardíacos, hipertensão, depressão, ansiedade, insônia e enxaqueca.
Segundo essas pesquisas, 60% das consultas médicas poderiam ser evitadas se fortalecêssemos nossa capacidade de apaziguar a mente.
Não é só o corpo físico que se beneficia da mente calma: no campo psíquico, a pessoa pode experimentar um estado de equilíbrio, uma lucidez que a impede de entrar em conflitos emocionais internos, trazendo clareza mental, objetividade, paciência, compreensão e justiça.
Pensar, falar e agir sem parar produz ansiedade e nos afasta de nós mesmos. O silêncio desperta a alma, a mente vazia nos conecta com o Universo.
A meditação é uma técnica onde treinamos a atenção e acalmamos nossa mente, nosso corpo, nossa alma, levando ao autoconhecimento. Meditar é focar a mente, deixar as preocupações de lado, viver o aqui e o agora.
Não podemos simplesmente dar uma ordem à nossa mente para que pare de pensar, mas podemos ficar como observadores e, à medida que os pensamentos aparecem em nossa mente, apenas observamos e deixamos que eles passem como se fosse um filme em uma tela branca. Assim eles vão perdendo força e abrimos espaço para entrarmos em contato com nós mesmos, com a nossa parte mais profunda, com a nossa verdadeira essência.
Para isso precisamos de prática diária. Sentarmos por alguns instantes colocando foco na respiração e agir como observador de nós mesmo durante a meditação e, no dia-a-dia, agir conscientemente, ficando atento ao que falamos, ao que pensamos, como andamos, o que comemos e o que sentimos. No início, isso parece ser difícil, mas com a prática e com os resultados que sentimos, ficamos com vontade de aumentar o tempo em que estamos nesta quietude.
“Se passamos a introduzir na nossa vida cotidiana mais percepção sobre nossas emoções, sentimentos e pensamentos, podemos nos curar e consequentemente, passamos a curar o mundo. Quando você expande a consciência e melhora, afeta as pessoas ao seu redor”
“Toda doença é saudade do lar”
10 de agosto de 2010
Aceitação
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| Desenho de Neide inneco |
Todo mês recebo uma mensagem de Findhorn (comunidade da Escócia). Essa mensagem é relacionada a uma carta de anjo, tirada do Jogo da Transformação. Este mês foi o Anjo da Aceitação e partilho aqui no blog na íntegra, pois gostei muito e vou trabalhar essa qualidade neste mês.
“Deixe que a névoa de autodesvalorização se dissipe. Caminhe adiante e aceite a vida como ela se apresenta para você. Pratique a arte da inclusão e da permissão.
A auto aceitação é um dom de adequação interna que aceita quem somos e quem não somos. Amplia nossa percepção para que possamos incluir os muitos paradoxos da vida.
A aceitação reduz os níveis de conflito dentro de nós e à nossa volta e invoca a mudança. Ela nos liberta da luta contra a realidade e, novas possibilidades, que não existiam antes, se abrem para nós.
A aceitação liberta nossa energia. É uma benção, uma graça, uma suave chuva que desfaz os julgamentos, medos e dúvidas, e que permite que nos entreguemos à verdade do momento sem preferências.
Ela anima o todo, dá as boas vindas à realidade maior, e convida a encarnarmos nossa natureza Humana e nossa natureza de Ser elevado – quando isto acontece, nos tornamos uma presença.
Procure experiências que tem rejeitado ou contra as quais você está lutando. Se a aceitação não parecer possível, pratique o relaxamento de sua resposta defensiva, que divide as percepções em áreas de certo/errado, bom/mau, culpa/inocência, e liberte a mente de suas fixações.
Esperamos que os Anjos continuem a inspirar sua vida. Que você se encha de aceitação e que a ofereça livremente.”
7 de agosto de 2010
Meu pai
| Meu pai João L. Gil |
Entrei no mar de Santos pela primeira segurando na mão de meu pai. E hoje sempre que tenho que fazer algo difícil, me lembro daquela segurança e proteção que senti e reconheço que esta experiência foi um diferencial para meu crescimento.
Meu pai também foi aquele que, quando eu tinha crises de bronquite na infância, levantava de madrugada para me levar para o hospital e, sempre de bom humor, me encorajava a passar por aquela situação dolorosa com positividade.
Eu adorava brincar com argila que ele trazia da cerâmica onde, sozinho, carregava um caminhão inteiro de tijolos.
Tinha tudo para reclamar da vida. Mas nunca reclamou. Nunca reclama. Ao contrário, usa seu bom humor para brincar com suas dificuldades. Filhos, netos, bisnetos e agregados todos ouvem suas histórias que às vezes são repetidas, mas cheias de verdades. Velhos vizinhos, parentes distantes sempre aparecem para uma visita e sempre agradecem pela ajuda que ele e minha mãe deram a eles em momentos difíceis.
Enfim, meu pai é uma dessas pessoas das quais a gente se orgulha tanto pela dignidade como pela retidão de valores e pela certeza de que está vivendo bem uma vida inteira.
Feliz Dia dos Pais a meu pai e que ele continue usando o bom humor e a certeza de que tudo está bem.
| com bisneto - o encontro de gerações |
1 de agosto de 2010
Curar
Já faz um bom tempo, um amigo, que talvez leia esse blog, me falou sobre o livro Curar (o Stress, a Ansiedade e a Depressão sem Medicamento nem Psicanálise) do doutor David Servan-Schreiber. Como sempre leio livros que me indicam, pois acredito que eles vêm na hora que mais precisamos, lembro que comprei imediatamente, li e gostei muito. Este final de semana, num curso que estou fazendo, também falaram deste livro e fui folheá-lo novamente e ler aquelas linhas que eu grifo para justamente ler de vez em quando.Aí resolvi transcrever aqui uma pequena parte do grande conteúdo, que fala sobre a “A grande conexão”.
Vamos a ele:
“A vida é uma luta. E é uma luta que não vale a pena ser travada se for apenas pelo nosso próprio bem. Estamos sempre procurando algum significado para além do tédio de sermos nós mesmos. Precisamos de uma razão para além da mera sobrevivência para podermos continuar vivendo.
Hoje vivemos em meio a uma tendência mundial centrada no ego, no desenvolvimento individual, na psicologia individual. Os valores-chaves são autonomia, independência, liberdade individual e auto-expressão...
Tais valores encontram-se em ascensão desde as revoluções Americana e Francesa no final do sec. XVIII. Naturalmente, contribuíram para que muitos aspectos da vida mudassem para melhor... mas quanto mais caminhamos nessa direção, mais claramente vemos que a liberdade individual tem um preço. O custo dessa busca sem trégua pela autonomia é o isolamento, o sofrimento e a perda de significado.
Nos últimos trinta anos. a sociobiologia demonstrou que nossos genes são altruístas. Nossa preocupação para com os outros e a paz interior que ela traz são parte de nossa feitura genética... O altruísmo é, em primeiro lugar, uma experiência sentida no corpo... Quando um computador mede a coerência cardíaca, observamos que o modo mais simples e mais rápido de o corpo estabelecer coerência é vivenciando sentimentos de gratidão e carinho pelos outros.
Madre Tereza disse: 'Não procure ações espetaculares. O importante é a doação pessoal. O importante é a qualidade do amor envolvido em suas ações...'
O psicólogo Abraham Maslow no fim de seu estudo sobre indivíduos saudáveis, psicologicamente equilibrados, conclui que o último estágio do desenvolvimento pessoal é alcançado quando o sujeito realizado começa a se voltar para os outros... A melhor maneira de se tornar auxiliar é se tornando uma pessoa melhor. Mas um aspecto necessário para se tornar uma pessoa melhor é ajudando outras pessoas. Assim uma pessoa pode e deve fazer as duas coisas simultaneamente.
Quando sentimos de um jeito visceral – emocionalmente – a conexão com aqueles à nossa volta, nossa fisiologia automaticamente atinge a coerência. Ao mesmo tempo quando ajudamos a nossa fisiologia a alcançá-la, abrimos a porta para novas maneiras de compreender o mundo que nos cerca... Esse é o portal para a realização do self – sem stress, sem ansiedade e sem depressão.”
29 de julho de 2010
24 de julho de 2010
Viver e Deixar Viver
| Pescadores à beira do Tejo - Lisboa |
Pensei em quantas vezes isso também tinha acontecido comigo. Quantas vezes minha mente ficava trabalhando a noite inteira remoendo situações do passado ou do futuro e perdendo o presente, perdendo o sono.
Na conversa com essa amiga, descobrimos que na verdade não mudamos ninguém. Podemos talvez dar algum apoio, mas a mudança que achamos que o outro deve fazer, sobre essa não temos controle.
Queremos mudar o outro de acordo com nossas crenças e valores e desconsideramos o que o outro quer realmente. Na verdade, sentimos dor pelo outro e por não querermos sentir essa dor, tentamos “arrumar o mundo” para que ele fique confortável para nós. Então saímos desesperadamente “ajudando o outro”, porque se ele não sofrer, eu não tenho dor.
É quase uma arrogância nossa querer que o outro mude ou que ele não sinta dor, ou não viva alguma experiência que julgamos ser injusta, ou interferir numa situação tirando do outro a possibilidade de crescer e assumir seus próprios aprendizados.
Achar que alguém está vivendo uma experiência que não deveria, é não acreditar que essas mesmas experiências são presentes que o universo nos dá para sairmos de nossa zona de conforto e descobrirmos nossas infinitas possibilidades.
Acho que esse foi meu maior aprendizado nesses últimos cinco anos. Engraçado que quando começo a vivenciar isso de modo mais prático, uma sensação de estar livre começa a surgir no meu peito e com mais clareza posso entender que tipo de apoio eficiente eu posso dar ao outro sem que isso faça mal a mim ou ao outro. A esse aprendizado eu dou o nome de “aceitação”. Aceitar que há coisas que não posso mudar. Aceitar que tudo, tudo na vida está certo. E que se o universo permite que as pessoas vivam suas experiência, por que eu não permitiria?
"Na infinidade da vida onde estou,
tudo é perfeito, pleno e completo,
e no entanto a vida está sempre mudando.
Não existe começo nem fim,
Somente um constante ciclar e reciclar
De substância e experiências".
(Louise L. Hay)
23 de julho de 2010
Sara
| Sara Marriott - Comunidade de Nazaré |
Sara morava na comunidade onde morei e a imagem que tenho dela é aquela pequena criança curvada pelo tempo como quem agradece à vida. Passava por mim, me sorria com aqueles olhos azuis de Marte. Com passos rápidos, desafiando o conceito secular do tempo, ela ia em direção à sala de meditação, para lá talvez entrar em contato com seu ser cheio de luz descobrindo que seu mestre era interno e era de lá que recebia as respostas. Caminhava com o cão amigo, Terry, todas as manhãs, naquela estrada linda com borboletas entrecortando seu caminho.
Sara deixou em mim sua positividade ao encarar as coisas da vida. E é disso que lembro dela dizendo que atraímos para nós aquilo em que colocamos foco e energia. Não estava falando da tal lei de atração que virou um modismo. Falava da nossa responsabilidade em quebrar padrões e crenças ineficientes que não nos servem mais e substituí-las por outros mais eficientes.
Eu atraio situações para validar aquilo que penso e sinto.
Somos responsáveis pelo que atraímos.
Rhandy Stefano
18 de julho de 2010
O filme - A Profecia Celestina
Recebi de uma amiga o endereço de um site do filme “A Profecia Celestina” que fala de uma nova consciência que redefine a vida e nos dá uma visão cultural completamente espiritual da terra.
Todos nós temos um propósito de vida e escolhemos diversos caminhos para chegar ao nosso eu interior. Usamos nossa intuição, nossos insights, nossa energia e nosso corpo físico para evoluir.
A expansão da consciência evolui a cada dia que passa acelerando nosso desejo interior e nosso chamado. Basta ouvir aquela voz interior que temos e que nos guia como um compasso através do nosso coração e da nossa alma.
O filme dura 1h30 e o site é esse. Se não conseguirem abrir clicando aqui, coloquem o endereço na página da internet e bom filme.
http://video.google.com/videoplay?docid=3612525731737466669#
Todos nós temos um propósito de vida e escolhemos diversos caminhos para chegar ao nosso eu interior. Usamos nossa intuição, nossos insights, nossa energia e nosso corpo físico para evoluir.
A expansão da consciência evolui a cada dia que passa acelerando nosso desejo interior e nosso chamado. Basta ouvir aquela voz interior que temos e que nos guia como um compasso através do nosso coração e da nossa alma.
O filme dura 1h30 e o site é esse. Se não conseguirem abrir clicando aqui, coloquem o endereço na página da internet e bom filme.
http://video.google.com/videoplay?docid=3612525731737466669#
16 de julho de 2010
15 de julho de 2010
Abrindo Espaços
Como ir além dos limites que impomos a nós mesmos e usar a grandeza interna que já possuímos? Estamos muitas vezes viciados em ficar na zona de conforto e levar a vida sem grandes transformações e cheia de insatisfações. Esse sentimento de insatisfação vem do vazamento de nossa energia pelos eventos do dia-a-dia no trabalho, nos nossos relacionamentos, em como lidamos com nossa casa, nossa saúde etc. Estamos tão ocupados que não paramos para perceber o que é realmente importante em nossa vida e deixamos nossa energia ser exaurida, ficando doentes, estressados, deprimidos e sem motivação.
Tudo que nos causa mal estar gera baixa qualidade de energia em nosso campo eletromagnético. Sabe aquela chave da porta que nunca funciona direito? Aquele guarda-roupa entupido de coisas que não usamos? Aquele barulho no carro que todo dia ouvimos e nos "dá nos nervos"? Aquele botão da blusa a ser colocado e que só lembramos quando vamos usá-la? Os constantes atrasos nos compromissos? O cabelo que está para cortar? Os papéis desorganizados, os e-mails não lidos? As coisas que guardamos e não usamos? O vício do qual queremos nos livrar e não conseguimos? Ou como usamos nosso dinheiro? Tudo isso causa vazamento de energia. O que pensar então dos relacionamentos mal resolvidos, dos perdões que ainda não demos e dos que ainda não recebemos? Os limites que não colocamos? Os sentimentos que nos prendem o peito? O passado que ainda não liberamos? Como podemos ter uma vida de satisfação se toda nossa energia se esvai nesses eventos formando verdadeiros buracos energéticos em nosso campo eletromagnético? Por fim, o que queremos para nossa vida?
A cada 10 minutos de emoção negativa, todo nosso sistema nervoso é afetado por 6 horas.
“ Somos 100% responsáveis por tudo o que acontece em nossas vidas” (Louise Hay). Ao resgatar essa idéia de chamar a responsabilidade de nossa vida para nós, nos damos a oportunidade de começar a tapar esses vazamentos de energia e transformar nossas insatisfações em mais vida, mais saúde, mais disposição mais poder sobre nossas vidas.
Como tapar o buraco energético? Não deixando a energia escapar, aumentando a nossa satisfação na vida.
Podemos começar pelas coisas mais simples. Talvez pelo guarda-roupa, ficando só com o que usamos e gostamos. A estagnação é morte energética. Ela impede que a vida chegue. Eliminar a estagnação faz com que as coisas prósperas surjam. Que tal ligar para o chaveiro hoje mesmo (agora mesmo!) para consertar a chave da porta? Reservar um horário com o mecânico para amanhã? Aproveitar que você está em casa agora e colocar o botão na blusa? E depois então começar a pensar nos relacionamentos...
Conhecermos nós mesmos é um grande antídoto para problemas de relacionamento. Se eu sei como funciono, sei como me relacionar com o outro.
A idéia é começar pelo que é mais fácil, mais rápido e depois ir para o que demanda mais tempo e assimilação emocional. Temos escolhas. Só precisamos ter atitudes.
Essas pequenas atitudes resultam em uma super reserva de energia e portanto teremos mais ferramentas para sairmos de nossa zona de conforto para transformar nossa vida.
Afinal, “não viemos nessa vida para sermos bonzinhos. Viemos para nos tornarmos melhores. Nascemos para experimentar a beleza e a grandeza universal que se expressa através de nós”. (F. Abate)
Tudo que nos causa mal estar gera baixa qualidade de energia em nosso campo eletromagnético. Sabe aquela chave da porta que nunca funciona direito? Aquele guarda-roupa entupido de coisas que não usamos? Aquele barulho no carro que todo dia ouvimos e nos "dá nos nervos"? Aquele botão da blusa a ser colocado e que só lembramos quando vamos usá-la? Os constantes atrasos nos compromissos? O cabelo que está para cortar? Os papéis desorganizados, os e-mails não lidos? As coisas que guardamos e não usamos? O vício do qual queremos nos livrar e não conseguimos? Ou como usamos nosso dinheiro? Tudo isso causa vazamento de energia. O que pensar então dos relacionamentos mal resolvidos, dos perdões que ainda não demos e dos que ainda não recebemos? Os limites que não colocamos? Os sentimentos que nos prendem o peito? O passado que ainda não liberamos? Como podemos ter uma vida de satisfação se toda nossa energia se esvai nesses eventos formando verdadeiros buracos energéticos em nosso campo eletromagnético? Por fim, o que queremos para nossa vida?
A cada 10 minutos de emoção negativa, todo nosso sistema nervoso é afetado por 6 horas.
“ Somos 100% responsáveis por tudo o que acontece em nossas vidas” (Louise Hay). Ao resgatar essa idéia de chamar a responsabilidade de nossa vida para nós, nos damos a oportunidade de começar a tapar esses vazamentos de energia e transformar nossas insatisfações em mais vida, mais saúde, mais disposição mais poder sobre nossas vidas.
Como tapar o buraco energético? Não deixando a energia escapar, aumentando a nossa satisfação na vida.
Podemos começar pelas coisas mais simples. Talvez pelo guarda-roupa, ficando só com o que usamos e gostamos. A estagnação é morte energética. Ela impede que a vida chegue. Eliminar a estagnação faz com que as coisas prósperas surjam. Que tal ligar para o chaveiro hoje mesmo (agora mesmo!) para consertar a chave da porta? Reservar um horário com o mecânico para amanhã? Aproveitar que você está em casa agora e colocar o botão na blusa? E depois então começar a pensar nos relacionamentos...
Conhecermos nós mesmos é um grande antídoto para problemas de relacionamento. Se eu sei como funciono, sei como me relacionar com o outro.
A idéia é começar pelo que é mais fácil, mais rápido e depois ir para o que demanda mais tempo e assimilação emocional. Temos escolhas. Só precisamos ter atitudes.
Essas pequenas atitudes resultam em uma super reserva de energia e portanto teremos mais ferramentas para sairmos de nossa zona de conforto para transformar nossa vida.
Afinal, “não viemos nessa vida para sermos bonzinhos. Viemos para nos tornarmos melhores. Nascemos para experimentar a beleza e a grandeza universal que se expressa através de nós”. (F. Abate)
13 de julho de 2010
Ouro Preto
Estive este final de semana em Ouro Preto.
Fica em minha cabeça a imagem de uma cidade onde o sol deita em suas montanhas delicadamente, casas com muitas janelas coloridas,ruas que sobem e descem e viram para lugares estonteantes, pessoas falando naquele sotaque carinhoso, comida de mãe, ar fresco e limpo, pedras coloridas e a ideia de nossa história ligada a de Portugal, sinos de igrejas tocando, trenzinho andando pelas montanhas, velhinhos cantando corajosamente na praça e muita, muita paz nestes dias.




4 de julho de 2010
MARIA PRETA
Hoje me lembrei da Maria Preta, uma vizinha que eu amava e que se interessava por mim, lá nos meus 5 a 10 anos de idade.
Ela sentava em sua máquina de costura e eu ao lado bebia de suas histórias e das respostas que ela dava para as minhas perguntas de criança curiosa em descobrir esse planeta. Perguntas do tipo, “Por que as nuvens são brancas?" "Por que algumas crianças da minha classe não têm sapatos? "Para onde foi minha avó que morreu?” "O que vou ser quando tiver 13 anos?" E ela respondia a todas as perguntas com a maior seriedade e me fazia viajar naquelas ideias. Ideias de Maria Preta.
Para mim era tão interessante ela ser preta que eu a chamava assim de Maria Preta e ela ria – e toda a vizinhança também adotou carinhosamente esse apelido. Hoje descobri que Maria Preta é o nome de um passarinho.
Eu me lembro de um dia de outono que chovia. E eu olhava da janela – acho que já estava com 6 anos – e perguntava: por que é que chove? Ela me respondeu, do alto de sua máquina de costura: "Eu não sei direito porque chove. Talvez para dar muita alegria pra gente". Eu perguntei: "Mas como é que você sabe que é pra nos dar alegria?" E ela: "Você não está feliz agora olhando a chuva? Então?" E eu estava... Depois ela me contou que tudo que eu comia tinha chuva dentro: as frutas, o arroz, os legumes. Como eu relutasse em aceitar, ela descascou uma mexerica e mostrou os gomos, aquela porção de "garrafinhas de água doce" que tem lá dentro. Não duvidei mais. Tinha certeza que ela sabia do que estava falando.
Quando morei na comunidade de Nazaré, tinha (ainda tenho) uma amiga, a Paula, que adorava tirar fotos. Um dia de muito frio ela bate no meu quarto e diz ter tirado algumas fotos e queria me dar uma em especial. Era uma foto de uma mexerica (abaixo) que me deixou emocionada. Me remeteu aos tempos de Maria Preta. Como ela poderia saber que a mexerica era algo especial para mim? Não sabia. Ela só quis me dar aquela foto da qual ela também tinha gostado tanto.
Pensei em Maria Preta porque acabei de ler um livro chamado “As cinco pessoas que você encontra no céu”, pessoas que nos mostram o verdadeiro valor da vida, que nos lembram que vivemos numa teia de ligações e que temos o poder de mudar a visão de mundo do outro com pequenos gestos.
E ao terminar o livro fiquei com essa sensação de entardecer com Maria Preta, de chuvas dentro de mexericas e de cheiro de bolo de fubá que aqueceram minha curiosidade de criança e ainda estão tão vivas em mim.
Ela sentava em sua máquina de costura e eu ao lado bebia de suas histórias e das respostas que ela dava para as minhas perguntas de criança curiosa em descobrir esse planeta. Perguntas do tipo, “Por que as nuvens são brancas?" "Por que algumas crianças da minha classe não têm sapatos? "Para onde foi minha avó que morreu?” "O que vou ser quando tiver 13 anos?" E ela respondia a todas as perguntas com a maior seriedade e me fazia viajar naquelas ideias. Ideias de Maria Preta.
Para mim era tão interessante ela ser preta que eu a chamava assim de Maria Preta e ela ria – e toda a vizinhança também adotou carinhosamente esse apelido. Hoje descobri que Maria Preta é o nome de um passarinho.
Eu me lembro de um dia de outono que chovia. E eu olhava da janela – acho que já estava com 6 anos – e perguntava: por que é que chove? Ela me respondeu, do alto de sua máquina de costura: "Eu não sei direito porque chove. Talvez para dar muita alegria pra gente". Eu perguntei: "Mas como é que você sabe que é pra nos dar alegria?" E ela: "Você não está feliz agora olhando a chuva? Então?" E eu estava... Depois ela me contou que tudo que eu comia tinha chuva dentro: as frutas, o arroz, os legumes. Como eu relutasse em aceitar, ela descascou uma mexerica e mostrou os gomos, aquela porção de "garrafinhas de água doce" que tem lá dentro. Não duvidei mais. Tinha certeza que ela sabia do que estava falando.
Quando morei na comunidade de Nazaré, tinha (ainda tenho) uma amiga, a Paula, que adorava tirar fotos. Um dia de muito frio ela bate no meu quarto e diz ter tirado algumas fotos e queria me dar uma em especial. Era uma foto de uma mexerica (abaixo) que me deixou emocionada. Me remeteu aos tempos de Maria Preta. Como ela poderia saber que a mexerica era algo especial para mim? Não sabia. Ela só quis me dar aquela foto da qual ela também tinha gostado tanto.
Pensei em Maria Preta porque acabei de ler um livro chamado “As cinco pessoas que você encontra no céu”, pessoas que nos mostram o verdadeiro valor da vida, que nos lembram que vivemos numa teia de ligações e que temos o poder de mudar a visão de mundo do outro com pequenos gestos.
E ao terminar o livro fiquei com essa sensação de entardecer com Maria Preta, de chuvas dentro de mexericas e de cheiro de bolo de fubá que aqueceram minha curiosidade de criança e ainda estão tão vivas em mim.
29 de junho de 2010
A Natureza
O vídeo abaixo com a mensagem de Eckhart Tolle, autor do livro “O Poder do Agora”, me fez pensar em como a vida se manifesta nesse universo único, com diferentes formas, todas conectadas. Não somos separados nem mesmo do grão de areia.
“ no momento em que olhas além dos rótulos mentais,
sentes a dimensão inefável da natureza
que não pode ser compreendida pelo pensamento.”
“ no momento em que olhas além dos rótulos mentais,
sentes a dimensão inefável da natureza
que não pode ser compreendida pelo pensamento.”
23 de junho de 2010
Acessar Valores e Propósitos
Li uma entrevista no site Planeta Sustentável com a americana Donah Zohar - física e filósofa em Massachussets - que achei muito interessante e coloco aqui algumas de suas idéias que evidênciam que ninguém poderá salvar a humanidade sozinho, pois a mudança começa em cada um de nós e cita Jung que diz “se há algo errado com o mundo, é porque algo está errado comigo. Se eu quero endireitar o mundo, preciso endireitar a mim mesmo.” Ela sugere ainda que além de nosso QI – Coeficiente de Inteligência, precisamos desenvolver o nosso QS – Coeficiente de Inteligência Espiritual, que nada tem a ver com religiões. É pelo QS que damos sentido à vida, acessamos nossos valores e propósitos que questionamos quem somos, ficamos mais comprometidos e encontramos novas soluções que permitam ao mundo ser diferente e melhor.
E diz: “Quem quer viver uma boa vida deve fazer perguntas profundas. É necessário se perguntar: Para que eu nasci? Por que eu tenho uma vida? O que eu preciso fazer aqui? Isso faz com que a gente leve a vida mais a sério. Há uma preferência maior pelo uso do QI, sim. Mas eu acho que cada vez mais pessoas têm ficado conscientes de que precisam trazer seus valores à tona e verificar o que realmente é importante para elas. Essa já é uma prática comum entre os jovens, que querem que o emprego ou a atividade que exerçam tenha um significado maior para eles. E a preocupação também está crescendo no círculo dos negócios, porque eles estão percebendo que as pessoas ficam mais tempo nos empregos que fazem sentido para elas.São os indivíduos que fazem as coisas acontecerem e afetam a sociedade. Deixe o mundo saber o que você quer mudar e acredite que pode fazer a diferença, e uma revolução pode acontecer.Tudo o que eu faço, sinto e penso influencia o modo como os outros agem, sentem e pensam, então minhas ações têm uma espécie de responsabilidade global.Somos movidos a medo, raiva ou desejo de auto-afirmação. Se agimos por motivações negativas, só geraremos resultados negativos, sem conquistar nada de novo, apenas reagiremos. Se possuímos objetivos diferentes, teremos resultados diferentes. Precisamos começar a agir em nome de um propósito maior, de um pensamento a longo prazo. Está na hora de sair de um modelo mental “eu, meu e para mim” para um “nós, nosso e para nós”. Devemos nos ver como os guardiões do futuro e manter o planeta a salvo para nossos filhos e netos. Deveríamos viver nos perguntando: Como eu posso servir? Não apenas a mim, mas à minha comunidade, minha nação, meu planeta.”
Abaixo 12 princípios que nos ajudam a assumir uma postura mais responsável diante da própria vida e a encontrar mais sentido para a existência humana.
1. Uso positivo das adversidades: em vez de assumir uma posição de vítima, devemos aproveitar os momentos de crise para nos fortalecer e pensar em novas soluções;
2. Consciência de si mesmo: saber quem somos, quais são nossos valores mais profundos, perceber o que nos motiva a viver e pelo que seríamos capazes de morrer é uma das maneiras de ir além do ego e fazer a diferença no mundo;
3. Humildade: deixarmos de ser a espécie mais arrogante do planeta e entender que somos parte de um mundo bem maior, com bilhões de respeitáveis pontos de vista;
4. Compaixão: sentir a dor e a alegria do outro como se fosse nossa e perceber que fazemos parte do todo;
5. Visão e valor: transcender o egoísmo e desenvolver a capacidade de servir aos outros, assumindo um compromisso de fidelidade e excelência com as relações, o trabalho e o planeta;
6. Espontaneidade: viver o momento presente, encarando cada problema ou questão como nova;
7. Holismo: entender que no mundo não há separação entre os indivíduos e a natureza e a maneira como um indivíduo vive afeta o todo;
8. Fazer perguntas fundamentais e profundas: questionar-se é criar oportunidades para agir de modo diferente, adquirir mais consciência e sair do sistema;
9. Reformulação de paradigmas: mudar modelos mentais e a visão que temos de nós mesmos, da vida, dos negócios, da educação etc.;
10. Habilidade para ir contra a corrente: seguir os próprios princípios sem medo de ser diferente;
11. Celebrar a diversidade: perceber os benefícios da diferença e a oportunidade de aprender com o outro e
12. Senso de vocação: sentir que há um propósito na vida e que cada um pode fazer a sua parte naquilo que tem de melhor.
E diz: “Quem quer viver uma boa vida deve fazer perguntas profundas. É necessário se perguntar: Para que eu nasci? Por que eu tenho uma vida? O que eu preciso fazer aqui? Isso faz com que a gente leve a vida mais a sério. Há uma preferência maior pelo uso do QI, sim. Mas eu acho que cada vez mais pessoas têm ficado conscientes de que precisam trazer seus valores à tona e verificar o que realmente é importante para elas. Essa já é uma prática comum entre os jovens, que querem que o emprego ou a atividade que exerçam tenha um significado maior para eles. E a preocupação também está crescendo no círculo dos negócios, porque eles estão percebendo que as pessoas ficam mais tempo nos empregos que fazem sentido para elas.São os indivíduos que fazem as coisas acontecerem e afetam a sociedade. Deixe o mundo saber o que você quer mudar e acredite que pode fazer a diferença, e uma revolução pode acontecer.Tudo o que eu faço, sinto e penso influencia o modo como os outros agem, sentem e pensam, então minhas ações têm uma espécie de responsabilidade global.Somos movidos a medo, raiva ou desejo de auto-afirmação. Se agimos por motivações negativas, só geraremos resultados negativos, sem conquistar nada de novo, apenas reagiremos. Se possuímos objetivos diferentes, teremos resultados diferentes. Precisamos começar a agir em nome de um propósito maior, de um pensamento a longo prazo. Está na hora de sair de um modelo mental “eu, meu e para mim” para um “nós, nosso e para nós”. Devemos nos ver como os guardiões do futuro e manter o planeta a salvo para nossos filhos e netos. Deveríamos viver nos perguntando: Como eu posso servir? Não apenas a mim, mas à minha comunidade, minha nação, meu planeta.”
Abaixo 12 princípios que nos ajudam a assumir uma postura mais responsável diante da própria vida e a encontrar mais sentido para a existência humana.
1. Uso positivo das adversidades: em vez de assumir uma posição de vítima, devemos aproveitar os momentos de crise para nos fortalecer e pensar em novas soluções;
2. Consciência de si mesmo: saber quem somos, quais são nossos valores mais profundos, perceber o que nos motiva a viver e pelo que seríamos capazes de morrer é uma das maneiras de ir além do ego e fazer a diferença no mundo;
3. Humildade: deixarmos de ser a espécie mais arrogante do planeta e entender que somos parte de um mundo bem maior, com bilhões de respeitáveis pontos de vista;
4. Compaixão: sentir a dor e a alegria do outro como se fosse nossa e perceber que fazemos parte do todo;
5. Visão e valor: transcender o egoísmo e desenvolver a capacidade de servir aos outros, assumindo um compromisso de fidelidade e excelência com as relações, o trabalho e o planeta;
6. Espontaneidade: viver o momento presente, encarando cada problema ou questão como nova;
7. Holismo: entender que no mundo não há separação entre os indivíduos e a natureza e a maneira como um indivíduo vive afeta o todo;
8. Fazer perguntas fundamentais e profundas: questionar-se é criar oportunidades para agir de modo diferente, adquirir mais consciência e sair do sistema;
9. Reformulação de paradigmas: mudar modelos mentais e a visão que temos de nós mesmos, da vida, dos negócios, da educação etc.;
10. Habilidade para ir contra a corrente: seguir os próprios princípios sem medo de ser diferente;
11. Celebrar a diversidade: perceber os benefícios da diferença e a oportunidade de aprender com o outro e
12. Senso de vocação: sentir que há um propósito na vida e que cada um pode fazer a sua parte naquilo que tem de melhor.
21 de junho de 2010
Esse mundo virtual!
Algumas pessoas estão tentando colocar comentários e não estão conseguindo.
Os passos são:
1. Clicar em comentários.
2. Escrever o comentário
3. Entra em "escolher perfil" . Vai aparecer várias opções.
4. Clica em "NOME/URL" digite seu nome e não precisa pcolocar nada o campo URL.
5. Vão aparecer uns caracteres.... Digite-as
6. Clicar em Postar comentários. E pronto
Mas existe uma outra maneira de conseguir que é:
1. Clicar em comentários.
2. Escrever o comentário. NÃO ESQUEÇA DE COLOCAR O SEU NOME NO FINAL DA MENSAGEM
3. Entra em "escolher o perfil" – Escolha o Anônimo.
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5. Clicar em “Postar comentários”. E pronto
Não sei por que às vezes não dá certo de um jeito e às vezes dá certo do outro. Vou tentar entender e depois comunico a vocês. Sei que várias mensagens ficaram perdidas no cosmo virtual... Mas não desanimem, vamos vencer mais essa ferramenta tecnológica. Afinal, fomos nós que as criamos.
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Não sei por que às vezes não dá certo de um jeito e às vezes dá certo do outro. Vou tentar entender e depois comunico a vocês. Sei que várias mensagens ficaram perdidas no cosmo virtual... Mas não desanimem, vamos vencer mais essa ferramenta tecnológica. Afinal, fomos nós que as criamos.
18 de junho de 2010
Trabalho - Entusiasmo
Muitas pessoas procuram o coaching profissional desmotivadas, pois não conseguem concretizar as vendas. Focados no resultado somente, sem conseguir ver outras possibilidades, ficam frustrados e sem entusiasmo.
Entusiasmo como sabemos é uma palavra que vem do grego e significa “com Deus dentro”. A falta de energia está relacionada com nosso baixo nível de consciência. Não sabemos por que e para que existimos. Não reconhecemos nossos clientes. O desânimo é um indicativo que estamos exigindo pouco de nós mesmos. De que temos muito mais a oferecer.
É da natureza humana nos sentir útil, servir, criar e levar uma vida distante da mediocridade. Somos seres em busca de significação, de algo que nos torne influentes e nos dê um sentimento de capacidade e estima. Queremos ter uma história da qual possamos nos orgulhar. O resultado de nosso trabalho significa muito pouco se custa o sacrifício de nossa integridade.
Para isso precisamos estar conscientes de nossos valores, aqueles que nos fazem agir. Os valores são as sementes da nossa alma e os traduzimos através de nossos pensamentos, da nossa fala, dos nossos sentimentos e da atitude.
O trabalho, quando ele é congruente com nossos valores pessoais, é uma fonte de energia. Todos nós queremos mais do que só receber o salário no fim do mês. Queremos viver nossos valores. Só aí as tarefas começam a ter significado e deixam de ser enfadonhas e podemos recriar nosso jeito de trabalhar todos os dias.
Ir um pouco mais além significa uma tomada profunda de consciência. Significa por exemplo, deixar de trabalhar para os clientes e passar a trabalhar com os clientes trocando informações, conhecimentos e experiências.
Ninguém se importa com quem não se importa.
No vídeo abaixo podemos ver claramente como você pode mudar o paradigma do que é criatividade, de como estar coerente com seus valores, de como se deve relacionar com o cliente e, acima de tudo, como ser feliz com seu próprio trabalho.
(post baseado em algumas idéias do livro Metanóia de Roberto A. Tranjan)
Entusiasmo como sabemos é uma palavra que vem do grego e significa “com Deus dentro”. A falta de energia está relacionada com nosso baixo nível de consciência. Não sabemos por que e para que existimos. Não reconhecemos nossos clientes. O desânimo é um indicativo que estamos exigindo pouco de nós mesmos. De que temos muito mais a oferecer.
É da natureza humana nos sentir útil, servir, criar e levar uma vida distante da mediocridade. Somos seres em busca de significação, de algo que nos torne influentes e nos dê um sentimento de capacidade e estima. Queremos ter uma história da qual possamos nos orgulhar. O resultado de nosso trabalho significa muito pouco se custa o sacrifício de nossa integridade.
Para isso precisamos estar conscientes de nossos valores, aqueles que nos fazem agir. Os valores são as sementes da nossa alma e os traduzimos através de nossos pensamentos, da nossa fala, dos nossos sentimentos e da atitude.
O trabalho, quando ele é congruente com nossos valores pessoais, é uma fonte de energia. Todos nós queremos mais do que só receber o salário no fim do mês. Queremos viver nossos valores. Só aí as tarefas começam a ter significado e deixam de ser enfadonhas e podemos recriar nosso jeito de trabalhar todos os dias.
Ir um pouco mais além significa uma tomada profunda de consciência. Significa por exemplo, deixar de trabalhar para os clientes e passar a trabalhar com os clientes trocando informações, conhecimentos e experiências.
Ninguém se importa com quem não se importa.
No vídeo abaixo podemos ver claramente como você pode mudar o paradigma do que é criatividade, de como estar coerente com seus valores, de como se deve relacionar com o cliente e, acima de tudo, como ser feliz com seu próprio trabalho.
(post baseado em algumas idéias do livro Metanóia de Roberto A. Tranjan)
14 de junho de 2010
Poema de Drummond
O homem; as viagens
Carlos Drummond de Andrade
O homem, bicho da Terra tão pequeno
chateia-se na Terra
lugar de muita miséria e pouca diversão,
faz um foguete, uma cápsula, um módulo
toca para a Lua
desce cauteloso na Lua
pisa na Lua
planta bandeirola na Lua
experimenta a Lua
coloniza a Lua
civiliza a Lua
humaniza a Lua.
Lua humanizada: tão igual à Terra.
O homem chateia-se na Lua.
Vamos para Marte – ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em Marte
Pisa em Marte
experimenta
coloniza
civiliza
humaniza Marte com engenho e arte.
Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte?
Claro – diz o engenho
sofisticado e dócil.
Vamos a Vênus.
O homem põe o pé em Vênus,
Vê o visto – é isto?
idem
idem
idem.
O homem funde a cuca se não for a Júpiter
proclamar justiça junto com a justiça
repetir a fossa
repetir o inquieto
repetitório.
Outros planetas restam para outras colônias.
O espaço todo vira Terra-a-terra.
O homem chega ao Sol ou dá uma volta
só para tever?
Não- vê que ele inventa
roupa insiderável de viver no Sol.
Põe o pé e:
mas que chato é o Sol, falso touro
espanhol domado.
Restam outros sistemas fora
do solar a col-
onizar.
Ao acabarem todos
só resta ao homem
(estará equipado?)
a dificílima dangerosíssima viagem
de si a si mesmo:
pôr o pé no chão
do seu coração
experimentar
colonizar
civilizar
humanizar
o homem
descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
a perene, insuspeitada alegria
de con-viver.
Carlos Drummond de Andrade
O homem, bicho da Terra tão pequeno
chateia-se na Terra
lugar de muita miséria e pouca diversão,
faz um foguete, uma cápsula, um módulo
toca para a Lua
desce cauteloso na Lua
pisa na Lua
planta bandeirola na Lua
experimenta a Lua
coloniza a Lua
civiliza a Lua
humaniza a Lua.
Lua humanizada: tão igual à Terra.
O homem chateia-se na Lua.
Vamos para Marte – ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em Marte
Pisa em Marte
experimenta
coloniza
civiliza
humaniza Marte com engenho e arte.
Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte?
Claro – diz o engenho
sofisticado e dócil.
Vamos a Vênus.
O homem põe o pé em Vênus,
Vê o visto – é isto?
idem
idem
idem.
O homem funde a cuca se não for a Júpiter
proclamar justiça junto com a justiça
repetir a fossa
repetir o inquieto
repetitório.
Outros planetas restam para outras colônias.
O espaço todo vira Terra-a-terra.
O homem chega ao Sol ou dá uma volta
só para tever?
Não- vê que ele inventa
roupa insiderável de viver no Sol.
Põe o pé e:
mas que chato é o Sol, falso touro
espanhol domado.
Restam outros sistemas fora
do solar a col-
onizar.
Ao acabarem todos
só resta ao homem
(estará equipado?)
a dificílima dangerosíssima viagem
de si a si mesmo:
pôr o pé no chão
do seu coração
experimentar
colonizar
civilizar
humanizar
o homem
descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
a perene, insuspeitada alegria
de con-viver.
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